terça-feira, 13 de março de 2012

Maior hospital público do DF tem até fila no chão para pacientes do SUS



Pacientes do Hospital de Base reclamam de espera e falta de médicos.

Instituição faz 300 mil atendimentos ambulatoriais por ano, diz secretaria.



Fila para atendimento no pronto socorro do Hospital de Base de Brasília (acima); tumulto na entrada do PS após demora no atendimento (abaixo, à esquerda) e pacientes já internados aguardam consulta em uma das alas do hospital (Foto: Filipe Matoso/G1)
Fila para marcação de consulta no Hospital de Base de Brasília (acima e abaixo, à esquerda) e pacientes já internados aguardam consulta em uma das alas do hospital (Fotos: Filipe Matoso/G1)
O hospital registrou em 2011, em média, 1,9 mil internações por mês, segundo o Ministério da Saúde, e mais de 300 mil atendimentos ambulatoriais por ano, de acordo com a Secretaria de Saúde do DF.
Nesta quarta-feira (29), Daílda Castro, 47 anos, moradora de Samambaia, buscava atendimento para a filha de 11 anos, que estava com o tornozelo inchado.
“Fui ao Hospital de Taguatinga e lá me informaram que não havia médicos ortopedistas. Me encaminharam ao Hospital de Base. Chegando aqui, a funcionária da triagem me disse que não iria atender nenhum paciente vindo de Taguatinga, mas apenas quem estivesse com traumatismo craniano.” “Ela disse que se eu estivesse com problemas, que fosse reclamar com o Agnelo [governador do Distrito Federal]”.
Outro paciente que enfrentou problemas no hospital foi Gustavo Miranda, 41 anos, morador do Recanto das Emas, região a 26 km de Brasília. Ele afirmou ter complicações no olho esquerdo, após sofrer um acidente quando era criança.
Pacientes aguardam sentados no chão por atendimento no Hospital de Base (Foto: Filipe Matoso/G1)Pacientes aguardam atendimento sentados no
chão no Hospital de Base (Foto: Filipe Matoso/G1)
“Fui a uma clínica particular e o médico me encaminhou ao Hospital de Base. Cheguei por volta do meio-dia e até as quatro da tarde não fui atendido. Os funcionários informaram que há médicos, mas não há previsão nenhuma para o atendimento. Meu olho está irritado, coçando, inchado e não concordo em esperar esse tempo todo”, afirmou Miranda.
No mesmo dia, Jaqueline Dias, 32 anos, moradora do Paranoá, disse que estava com a mãe que precisava ser atendida na oftalmologia. Depois de quatro horas, ela ainda não havia sido consultada.
“Conversei com pessoas que chegaram 9h da manhã, são quatro e meia da tarde e ninguém foi atendido. Os funcionários informaram que pacientes para oftalmologia, clínica-geral e ortopedia deverão pegar uma fila só. Enquanto isso há deficientes físicos, idosos e crianças sentados no chão esperando atendimento”, afirmou.
A adolescente Ângela Martins, de 17 anos, precisou acompanhar a prima de 19 que sentia dores na coluna e no calcanhar e foi encaminhada ao Hospital de Base na quarta-feira.
“Após meia hora na fila de espera, desistimos. Fomos ao hospital do Núcleo Bandeirante e nos encaminharam para cá. Chegamos aqui e um segurança e uma funcionária da triagem nos disseram que não há médicos ortopedistas atendendo. Aqui está um caos, vamos a outro hospital tentar atendimento”, disse Ângela.




Fonte: http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2012/03/maior-hospital-publico-do-df-tem-ate-fila-no-chao-para-pacientes-do-sus.html (com adaptações)
Por: Felipe Vasconcellos 

Câncer



O que é o Câncer?

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que tem em comum o crescimento desordenado de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se para outras regiões do corpo. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas).

O que causa o Câncer?

As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando ambas inter-relacionadas. As causas externas, relacionam-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de um ambiente social e cultural, e as  causas internas são,na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas.
 O surgimento do câncer depende da intensidade e duração da exposição das células aos agentes causadores de câncer.  Por exemplo o risco de uma pessoa desenvolver câncer de pulmão é proporcional ao número de cigarros fumados por dia e ao número de anos que ela vem fumando.

 Como surge o Câncer?
O câncer surge  a partir de um erro que ocorre na multiplicação das células. Todas as células do corpo multiplicam-se constantemente e as células “filhas” devem ser sempre iguais as células “mães”.
Quando uma célula “filha” torna-se diferente da célula “mãe”, ocorre uma mutação genética e então surge o câncer. Essa mutação genética pode ser causada e aprofundada por motivos internos, como doenças, ou por motivos externos, como o ambiente.
O câncer será benigno ou maligno. Isso vai depender de qual célula multiplicou-se erradamente.
Como se “pega” o Câncer?
Câncer não se "pega" como uma doença contagiosa. O câncer é uma doença que aparece em todas as idades, até em recém-nascidos, mas atinge preferencialmente as pessoas da meia idade para frente. No entanto, algumas formas de câncer estão relacionadas com certos hábitos: tomar sol exageradamente, comer ou beber coisas muito quentes, fumar muito, ingerir bebidas alcoólicas continuamente, expor-se a agrotóxicos ou produtos químicos, aspirar fumaça de óleo diesel e etc.
Tratamento do Câncer – Hospitais públicos e privados
Muitas vítimas de câncer que já foram tratadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) saíram em defesa do sistema, elogiando os hospitais e a atenção médica recebida. Muitos hospitais públicos tem tratamento parecido com o de hospitais privados. Em muitos casos, o tratamento é melhor do que o tratamento dispensado por quem utiliza seguro de saúde de nível mais baixo. O início de um tratamento de quimioterapia pela rede pública a demora é de, em média, 76 dias e para a radioterapia, 113 dias. Isso deixa os brasileiros que dependem da saúde pública em perigo. O tempo de diagnóstico, que é um fator importantíssimo, é também bem maior. A quimioterapia dispensada em hospitais públicos também varia de qualidade, da mais genérica à mais precisa.
Fontes:INCA,Sua Saúde, Momento Saúde e TOP Seguro Saúde.(com adaptações)
Por: Pedro Paulo Lopes

sexta-feira, 9 de março de 2012

Aids

Aids No Brasil

 AIDS (sigla em inglês - Acquired Immunodeficiency Syndrome)  significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida . Desde o início da epidemia, em 1980, até junho de 2011, O Brasil tem 608.230 casos registrados de AIDS (condição em que a doença já se manifestou), de acordo com o último Boletim Epidemiológico. Em 2010, foram notificados 34.218 casos da doença e a taxa de incidência de AIDS no Brasil foi de 17,9 casos por 100 mil habitantes.


Veja a epidemia por região em um período de 10 anos, 2000 a 2010, a taxa de incidência de casos por 100 mil habitantes:
  • caiu no Sudeste de 24,5 para 17,6 
  • cresceu de 27,1 para 28,8 no Sul;
  • cresceu de 7,0 para 20,6 no Norte;
  • cresceu de 13,9 para 15,7 no Centro-Oeste;
  • cresceu de  7,1 para 12,6 no Nordeste. 
 Vale lembrar que o maior número de casos acumulados está concentrado na região Sudeste (56%).





Como se adquire a SIDA?
A SIDA ou AIDS é transmitida de diversas formas. Como o vírus está presente no esperma, secreções vaginais, leite materno e no sangue, todas as formas de contato com estas substâncias podem gerar um contágio. As principais formas detectadas até hoje são : transfusão de sangue, relações sexuais sem preservativo, compartilhamento de seringas ou objetos cortantes que possuam resíduos de sangue. A Aids também pode ser transmitida da mão para o filho durante a gestação ou amamentação

Sintomas e fases da AIDS






Estágio 2 (assintomático.)
é marcado pela forte interação entre as células de defesa e as constantes e rápidas mutações do vírus. Mas que não enfraquece o organismo o suficiente para permitir novas doenças, pois os vírus amadurecem e morrem de forma equilibrada.Pode durar muitos anos.

Estágio 3 (sintomática inicial )
Com o frequente ataque, as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência até serem destruídas. O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns.É caracterizada pela alta redução dos  glóbulos brancos do sistema imunológico 

A baixa imunidade permite o aparecimento de "doenças oportunistas", que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a AIDS. Quem chega a essa fase, por não saber ou não seguir o tratamento indicado pelos médicos, pode sofrer de hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer.


Como se prevenir?
A camisinha é o método mais eficaz para se prevenir contra muitas doenças sexualmente transmissíveis, como a AIDS, alguns tipos de hepatites e a sífilis, por exemplo. Além disso, evita uma gravidez não planejada. Por isso, use camisinha sempre.Mas não basta apenas usar a camisinha  você também não deve compartilhar seringas e outros objetos que furam ou cortam.

Tratamento:
Infelizmente a medicina ainda não encontrou a cura para a AIDS. O que temos hoje são medicamentos que fazem o controle do vírus na pessoa com a doença. Estes medicamentos melhoram a qualidade de vida do paciente, aumentando a sobrevida. O medicamento mais utilizado atualmente é o AZT ( zidovudina ) que é um bloqueador de transcriptase reversa. A principal função do AZT é impedir a reprodução do vírus da Aids ainda em sua fase inicial. Outros medicamentos usados no tratamento da Aids são : DDI ( didanosina ), DDC ( zalcitabina ), 3TC ( lamividina ) e D4T ( estavudina ). Embora eficientes no controle do vírus, estes medicamentos provocam efeitos colaterais significativos nos rins, fígado e sistema imunológico dos pacientes.




ONU: Brasil é referência no tratamento de Aids


Por isso na hora de ter uma relação sexual se previna!!!!
Por: João Pedro Moretti e Guilherme  de Andrade

Visita ao HUB

Visita ao HUB












POR: ANA LUÍSA SOBRAL, DOUGLAS SABOYA, LUCAS TOLEDO, ANA CAROLINA CUNHA, ISABELLA NAVES ROSA, PEDRO PAULO LOPES, ROBERTO DE PAULA, SAMARA AOR

Projeto Brasil Sorridente



Projeto Brasil Sorridente


        Depois de descobrir que apesar do Brasil ser um dos países mais desenvolvidos em odontologia do mundo, 45% da população não tem acesso regular a escovas de dente, o Ministério da Saúde criou o projeto Brasil Sorridente. O Ministério da Saúde está investindo R$ 1,3 bilhão na política de Saúde Bucal destinada a população brasileira. Pela primeira vez na história, o governo desenvolve uma  política estruturada com o objetivo de ampliar e garantir a assistência odontológica à população.

Por: Maria Clara Ribeiro Siqueira

domingo, 4 de março de 2012

ENTREVISTA COM A MÉDICA ENDOCRINOLOGISTA LUCIANA NAVES





ENTREVISTA COM A MÉDICA ENDOCRINOLOGISTA LUCIANA NAVES






1)Você trabalha em algum hospital público?

DRA. LUCIANA: Sim, trabalho no Hospital Universitário de Brasília, onde sou

Coordenadora da área de Endocrinologia.

2) Como funciona o atendimento nos hospitais públicos no Distrito Federal?

DRA. LUCIANA: O atendimento é organizado de acordo com o grau de

Complexidade e gravidade dos casos. O atendimento primário é feito nos postos

De saúde onde são atendidos os pacientes com doenças mais simples pelos

Médicos generalistas. Quando a doença é um pouco mais grave, os pacientes são.

Atendidos nos hospitais pelos médicos especialistas nos hospitais regionais (que

(Ficam localizados próximos ao local onde cada paciente mora). O atendimento

chamado terciário é feito nos hospitais que possuem mais equipamentos e

equipe médica especializada que pode dar assistência aos casos mais graves,

como o HBDF, HRAN, HUB.

3) Como os pacientes conseguem marcar consulta?

DRA. LUCIANA: Os pacientes devem procurar os postos de saúde onde serão

encaminhados ao serviço de atendimento específico.

4) O processo de marcação de consulta é rápido?

DRA. LUCIANA: Infelizmente os pacientes aguardam muitos meses para

conseguirem serem atendidos por médicos especializados. Existem programas

do governo como o “Saúde da Família” em que os médicos prestam atendimento

nas casas dos pacientes e receitam os medicamentos nos casos mais simples o

que permite um atendimento mais rápido.

5) Quando o paciente deve ir ao pronto-socorro?

DRA. LUCIANA: Quando o caso for grave, o paciente deve procurar o

atendimento imediato no pronto-socorro dos hospitais.

6) Você conhece a campanha da fraternidade? O que você acha dela?

DRA. LUCIANA: Sim. A campanha da fraternidade de 2012 aborda o papel da

saúde no bem-estar físico e emocional das pessoas. É uma ótima iniciativa pois

permite discutir fatores envolvidos na promoção da saúde.


POR: Isabella Naves Rosa
Essa pessoa autorizou a divulgação desta entrevista

quinta-feira, 1 de março de 2012

Entrevista com a técnica de enfermagem Adriane Monique

Entrevista com a técnica de enfermagem Adriane Monique

Você já trabalhou em hospital público?

Não, mas já visitei quando estagiava.

 Você poderia me dizer quais as diferenças entre as redes de hospitais pública e privada?

Na rede pública começa pelo atendimento, os funcionários parecem que estão sempre de mau humor, logo depois vem a falta de profissionais. Podemos dar exemplo dos médicos, pessoas passando mal e esperando por atendimento por horas devido à ausência dos mesmos e quando é atendido faltam equipamentos para o diagnóstico.
Já na rede privada, as recepcionistas ganham bem menos e te recebem bem melhor, não há falta de profissionais e nem de equipamentos.

 Em sua opinião,  o que  é preciso  melhorar parar tornar os hospitais públicos um lugar digno de respeito?

Mais fiscalização e mais investimentos do governo.Existe muita corrupção por traz disso e muito desvio de dinheiro.
Fonte:entrevista
Por:Douglas Saboya
Atenção:Essa pessoa autorizou a publicação dessa entrevista